Oferta de crédito deve crescer 8,9% no segundo semestre, segundo a Febraban
A oferta de crédito deve fechar 2011 com um crescimento de 16,4%, em comparação com o ano passado, segundo expectativa da Federação Brasileira dos Bancos, que representa 31 instituições. Isso significa um aumento de 8,9% no volume de empréstimos bancário nos próximos seis meses, já que o país fechou o primeiro semestre com 7,5% mais crédito do que no mesmo período do ano passado, de acordo com o Banco Central. A relação crédito/PIB está em 47,2%.
Para o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, não haverá surpresas no segundo semestre. "O país vai manter o ritmo de crescimento. Os seis últimos meses do ano têm uma sazonalidade e nível de atividade maiores, por isso o volume de empréstimos bancários é sempre superior ao registrado nos seis primeiros meses do ano".
O gerente do Banco Volkswagen, Issaia Abbud, concorda: "após maior controle da inflação no primeiro semestre, onde foram aplicados ajustes nas taxas de juros e condições de financiamentos oferecidos pelos bancos, refletindo na revisão de políticas de oferta de novos créditos, passamos ao segundo semestre em melhor situação. É possível recuperar o poder de compra dos assalariados (dissídios). Os consumidores passam a recompor sua capacidade creditícia. Desta forma poderemos repetir ou até aumentar a performance de crescimento da concessão de crédito nos próximos meses".
Já a inadimplência, que registrou queda em junho, após cinco altas consecutivas, deve se manter estável. "Fechamos junho com 5,1% das dívidas em atraso. Esse percentual deve cair para pouco menos de 5% no final do ano", analisa Sardenberg.
Para Issaia Abbud, mantendo as condições econômicas em atividade e a taxa de desemprego dentro dos níveis atuais, ainda existe espaço para recuperar parte dos clientes que enfrentam maior dificuldade de recompor seu fluxo de caixa, tanto na Pessoa Jurídica como na Pessoa Física. "O maior desafio será desenvolver uma ação estratégica que melhor atenda a nova classe de consumidores de crédito, os que passaram a fazer parte dos portfólios dos bancos sem a devida educação financeira", conclui.
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