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Financiamento de veículos desacelera, mas deve fechar o ano com crescimento de 10%, diz Anef

As medidas macroprudenciais do Banco Central resultaram na desaceleração do financiamento de veículos, segundo a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). Dados da entidade mostram que o crescimento em julho foi de 14,6% em comparação a julho de 2010. Já ano de 2010 ante 2009, o aumento foi de 18,1%.

"O cenário atual segue a tendência dos últimos meses e mostra um crescimento menor em comparação a 2010. Este panorama deve permanecer até o fim do ano. A Anef, no entanto, mantém a expectativa de aumento de 10% da carteira de financiamento em 2011", afirma o presidente da associação, Décio Carbonari de Almeida.

O balanço da Anef registra R$ 196,2 bilhões em crédito no mês de julho, sendo R$ 160,9 bilhões correspondente ao CDC (Crédito Direto ao Consumidor), que segue na preferência do consumidor e registrou aumento de 36,8% na comparação com julho de 2010. Por outro o lado, o leasing continua em queda ininterrupta (-34,1%), na mesma comparação. "Vale ressaltar também o aumento das vendas a frotistas pelas Montadoras, em boa parte pagas à vista, o que também contribuiu para a redução da participação relativa do CDC e Leasing nas vendas totais", completa o presidente da ANEF.

Contrariando as expectativas da Anef, o número de inadimplentes apresentados neste segundo semestre segue em crescimento. O saldo de inadimplentes no CDC de Veículos para Pessoa Física, acima de 90 dias, atingiu a marca de 4,0%. Um aumento de 0,2 p.p. mês. "Por outro lado, os números ainda ficam abaixo do índice de atraso no saldo de crédito oferecido às Pessoas Físicas que é de 6,6%", ressalta Almeida.

Já a taxa de juros e os planos médios devem se manter estáveis. Em julho a taxa média de juros anual para o financiamento de veículos foi de 20,27%, segundo a Anef. Nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 43 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses no primeiro semestre. No mesmo período do ano passado praticava-se prazos de até 72 meses.

O saldo de crédito para aquisição de veículos corresponde atualmente a 5% do PIB, representa 10,6% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 32,4% do total do crédito destinado a pessoas físicas.

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