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Empresários acreditam em um 2012 promissor

Otimistas. Foi assim que os quatro empresários que debateram o tema "O que esperar de 2012?" se mostraram, no último painel do X Encontro com Presidentes, que aconteceu na semana passada, em São Paulo. Para Jair Lantaller, do iGeoc e da NovaQuest; Dorival Dourado, da Boa Vista Serviços; Fabiano Lopes Ferreira, do Conselho Nacional da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios; e Reginaldo Zero, da Fidelity Processadora e Serviços, o ano que vem pode ser até melhor do que 2011. Mesma opinião do mediador do debate, Antonio Cruz, da Graber, que também acredita em uma continuidade de crescimento, apesar das crises européia e americana.

Quem discorda é o economista Paulo Rabello de Castro, que fez a palestra de abertura do painel. Para ele, a produção industrial no Brasil deve crescer em 2012 o mesmo que em países como Estados Unidos, Japão e Reino Unido, algo em torno de 1%, enquanto países emergentes como China, Rússia e Índia devem ultrapassar os 3% de crescimento, no ano que vem. "O Brasil está na média mundial, se a média cai muito, precisamos acender a luz vermelha", afirmou. Para o economista, a carga tributária brasileira é incompatível e coloca o país em uma posição cada vez menos competitiva no cenário mundial.

Apesar desse ponto negativo, os debatedores deram outros números que explicam a onda de otimismo em vários setores da economia. Jair Lantaller, presidente do Instituto Geoc e da empresa NovaQuest, afirmou que o sistema financeiro já sinalizou que em 2012 vai continuar emprestando dinheiro. Essa expansão do crédito, que este ano deve superar os 17%, está diretamente ligada a ascensão das classes D e E para a classe C. "O que precisa agora é uma análise de concessão de crédito muito bem feita para a inadimplência não subir", alerta Lantaller. O executivo também lembrou que o setor de cobrança está em franco crescimento, deve contratar 30% mais funcionários em 2012, e que as fusões de empresas deverão ser intensificadas, com a participação de grupos estrangeiros. Para Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços, o governo vai continuar priorizando o giro da economia e que só depois da Copa do Mundo e da Olimpíada será possível estabelecer um novo patamar de desenvolvimento para o Brasil.

No ramo dos consórcios, a expectativa também é grande, Fabiano Lopes Ferreira, presidente do Conselho Nacional da ABAC, comemorou os resultados recentes. "Atualmente temos 4,4 milhões de consórcios ativos no país, 1,9 milhão foram adquiridos no último ano. Nosso crescimento foi de 23,2% em 12 meses".

Bom momento também no setor de segurança. O presidente da Graber e mediador do debate, Antonio Cruz, disse estar otimista para os próximos 3 ou 4 anos. "Projetamos um crescimento acima de 10% da companhia. O mercado interno brasileiro é muito forte e deve alavancar a nossa economia", prevê.

"Não há como não ser otimista no Brasil. Temos uma inflação sob controle e uma estrutura que nos permite esse otimismo", afirmou Reginaldo Zero, presidente da Fidelity Processadora e Serviços. Ele lembra que há quinze anos, eram realizadas 1 milhão de transações com cartões de crédito no Brasil, por dia. Hoje as operadoras atingem isso em uma hora. Um número 24 vezes maior. "O Brasil ainda tem um caminho bom nos próximos 5 anos, mais que isso não dá para prever porque sempre aparece uma crise. Cabe a cada um de nós construir o país e colocar ética no jogo para não termos uma má história para contar amanhã".

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