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Crédito deve atingir 60% do PIB até 2015

Nos próximos quatro anos, o crédito no Brasil deve saltar dos atuais 46,6% para 60% do PIB (Produto Interno Bruto). Essa projeção, feita pelo Instituto GEOC, foi apresentada no 9º Congresso Latino-americano de Crédito e Cobrança, realizado na Argentina, no início de julho.

O evento reuniu cerca de 500 participantes de 13 países, entre eles Estados Unidos, Espanha e Rússia. Foram debatidas as perspectivas e tendências do setor de crédito e cobrança para os próximos anos.

Para o mercado brasileiro, também se destacam o forte crescimento do crédito imobiliário, a estabilidade dos índices de inadimplência em função do aumento do nível de renda dos trabalhadores, a antecipação de remessa dos contratos inadimplentes para cobrança, a entrada de players internacionais, fusões entre empresas da área e a tendência dos bancos em concentrar os negócios em um número menor de empresas especializadas.

O presidente do IGEOC, Jair Lantaller, destacou que as carteiras de veículos vão continuar figurando como a principal alavanca do setor. "Segundo a projeção do Banco Central, o crédito até dezembro de 2011 vai atingir 48% do PIB, com destaque para o setor de veículos na ordem de 15%. Portanto prevemos um aumento significativo de unidades vendidas e um novo recorde, inclusive de financiamentos". Só no ano passado, foram vendidas mais de 3,3 milhões de unidades, 63% através de vendas parceladas (46% financiamento, 11% leasing e 6% consórcio).

As tendências do mercado até o fim do ano também foram debatidas no encontro. "Mantidos os patamares de inadimplência nas bases atuais e a projeção ficando entre 6 e 7%, em dívidas vencidas acima de 90 dias, não teremos grandes sustos no fechamento do ano", avaliou Lantaller.

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